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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Até que a adolescência nos separe

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Há três meses que estão literalmente colados a mim! E eu a eles! Amanhã entram numa nova rotina, num novo ano letivo, numa nova escola. Aos olhos deles, sei que acham que não dei o meu melhor nestas férias que, afinal de contas, foram de todos. Em minha defesa posso dizer que fiz o que os dias e a paciência me foram permitindo. E já foi tanto ... 

  

Entretê-los durante este tempo todo nem sempre foi simples. Conseguir coordenar e planear atividades que a todos agradassem mais difícil foi. De maneira que havia sempre algum com cara de injustiças. À conta das nossas incompatibilidades, chateámo-nos uma dezena de vezes mas divertimo-nos escandalosamente mais! Conseguimos preencher a maior parte dos dias com um número infinito de atividades que nos recheou a alma de coisas boas e nos deu alento para o recomeço de amanhã! 

  

Saio destes três estafantes meses de férias com a sensação de dever cumprido e simultaneamente feliz por ainda conseguir estar próxima deles! Acredito que só a adolescência nos irá afastar 😀 mas espero que não por muito tempo! 

 

 

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Uma Macaca na Cidade (38)

Vida de encarregada de educação – A rentrée

 

A 12 de setembro de 2016 – isto é, há precisamente um ano – escrevia este post:

 

"school is the path, not the point"

nisto de sermos pais não há certezas absolutas. educar é um equilíbrio frágil, em que as decisões que tomamos nunca são validadas a cem por cento e não há como saber como teria sido se tivéssemos optado por outros caminhos. a par desta pressão invisível mas constante, há a pressão bem tangível da sociedade, do "porque é assim...", do "se fosse comigo...", do "a filha da vizinha isto e aquilo...", que se agudiza em determinadas alturas da vida. é o caso da entrada para a escola primária (que hoje se designa por ensino básico) para as crianças nascidas entre 15 de setembro e 31 de janeiro. é o caso do meu filho. faz seis anos em dezembro, logo, é vaga condicionada. inscrevi-o na escola pública para o 1º ano. não entrou. a escola decidiu por nós. mas decidiu na nossa direção. sei que cognitivamente está preparado. já lê algumas coisas. adora letras, mapas e bandeiras. é enorme em tamanho (ontem o pai, ainda a duvidar um pouco da nossa decisão, dizia em tom de brincadeira: "ele vai entrar na escola primária com 1,60m e 63kg!"). mas também sei que é muito imaturo emocionalmente. e que num ano muita coisa muda. acho sinceramente que há uma pressa desmesurada em crescer, em fazer coisas de adulto. já para não falar da obsessão em torno do aproveitamento escolar. estou realmente cansada dessa pressão... "já conta até quantos?", "ainda não anda na natação?", "quando vais pô-lo na catequese?", "não estás a protegê-lo em demasia?"... confesso que hoje, ao ver no mural de Facebook muitos filhos de amigos e conhecidos do ano do Manel a iniciarem o 1º ano do ensino básico, me deu um apertozinho no coração. será que tomámos a decisão certa? acredito que sim, porque o caminho vai-se caminhando... e o coração também se me aperta de cada vez que olho para o meu filho, porque gostava que não se sentisse pressionado para crescer à bruta, e porque quero aproveitar cada bocadinho e sinto o tempo a escorrer-me pelos dedos...

 

 

Doze meses volvidos, não mudava uma vírgula ao que disse… Continuo a pensar exatamente da mesma forma! E mais, não me arrependo em nada da decisão tomada.

 

O Manel entra hoje para o primeiro ano do primeiro ciclo com uma bagagem extraordinariamente rica e positiva. Ainda bem que é uma “bagagem” emocional, porque não haveria mochila escolar, nem coluna vertebral que aguentasse tamanho peso! É que na “mochila” do primeiro ano, o Manel leva as (novas) amizades verdadeiramente estruturais que o ano de pré-escolar na escola pública lhe trouxe; guarda a calma e tolerância que tanto a educadora como a auxiliar do ano passado souberam plantar e fazer florescer nele; leva com tímido orgulho a sua autoaprendizagem ao nível da leitura... Na mochila do Manel há, contudo, espaço para novas aprendizagens, doses generosas de brincadeira, resmas de camaradagem, carradas de vontade de crescer e uns bons quilos de curiosidade.

 

Como mãe de primeira viagem nesta incursão pela vida de encarregada de educação, tenho as emoções à flor da pele: entusiasmo, excitação, nostalgia… Tudo ao mesmo tempo! Como qualquer mãe, o meu principal desejo é que o Manel seja feliz. Feliz na sua individualidade, feliz em comunidade. Feliz no local onde vai passar mais tempo da sua vida, a partir de agora. Acredito que tem tudo para sê-lo!

 

Conselhos para esta encarregada de educação ser feliz neste caminho e ser capaz de ajudar a fazer o seu filho feliz são bem-vindos. 😁

 

Deixo aqui alguns links interessantes a propósito:

 

Regresso às aulas: seis coisas que os pais devem saber. AQUI 

 

Como fazer com que as crianças falem do seu dia-a-dia na escola. AQUI 

 

Como pôr as crianças a falar ao jantar. AQUI 

 

 

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Material escolar p'rá menina e p'ró menino

- Filhos queridos da vossa mãe, hoje vamos comprar o material escolar .... 

 

Ela - Que bom! Estava a ver que não! Estou mesmo ansiosa. Vou buscar a minha looooonnnnga lista! (e pelo caminho lança confetis, dá saltos, gritinhos histéricos, bate palmas, dá beijos e abraços à sua mãe) 🎉🎉😘😘👏👏

 

Ele - Não quero ir. Escolham por mim! Posso ficar na casa da avó? 

 

 

Podem vir os anúncios apelativos com crianças felizes no regresso às aulas, o Agir, canetas e estojos dos super heróis e até a Porto Editora com livros azuis. Venha de lá o que quiserem que ninguém o convence de que acabar com esta vida de férias é coisa boa!

 

 

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Ruínas, museus e um filho emburrado

Para o meu pequeno Francisco, visitar museus e ruínas e coisas inativas no geral não são, de todo, atividades dignas do nome "atividade". Ver coisas que não se mexem e que nem sequer são do tempo dos avós é pouco desafiante para sua excelência. Eu até percebo mas, felizmente (sim, um dia sei que irá dar valor) são muitas as vezes em que se vê contrariado com os planos que traçamos para ele! Fazer-lhe sempre a vontade significaria andar em rodas gigantes, fazer slide, rappel, escalada ou levar a família para escorregas aquáticos vertiginosos! O miúdo gosta de correr riscos e de adrenalina! A pasmaceira tira-o do sério! 

 

Mas como tem de haver um pouco de tudo nas nossas vidas ... 

 

Acontece que num só dia gramou com o Museu do Traje no Portugal dos Pequenitos (bastante contrariado e a querer despachar o assunto asap) e de seguida com as Ruínas de Conimbriga e o respetivo Museu Monográfico. Posto isto, já muito em desespero e capaz de nos dizer que estávamos a arruinar-lhe as férias e que éramos os piores pais de todo o sempre, a determinada altura achou que tinha de por um ponto final na situação e assumiu "se for para ir a outro museu eu fico à porta"! Como se isso nos demovesse de conhecer o que quer que fosse!

 

Desvalorizamos e cumprimos a nossa agenda familiar escrupulosamente ... 

 

 

Alguém disse #13

"Era um grande mulherengo, pinei metade de Lisboa. O sexo era um escape na minha vida (...) Faz-me feliz cozinhar, sorrir, ter pessoas interessantes à minha volta, ouvir música, comer, praticar boxe, fazer sexo ..." 

 

G'anda Ljubomir. Assim é que é! A dar cartas em várias frentes! 

😂😂😂

 

(Entrevista a Ljubomir Stanisic na revista E)

 

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Sugestão Saudável (68)

Post escrito pela nutricionista Liliana Janicas

 

Dicas para recuperar dos excessos 

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As férias já terminaram, houve festas, jantares, eventos, alguns gelados, bola de berlim na praia e doces em excesso?

 

A balança acusa mais peso e a roupa está mais justa?

 

E agora, como vai resolver esta situação?

 

O importante é começar a agir, o que está feito, está feito. Mas, quanto mais depressa agir melhor serão os resultados, ok?

 

Comece por ir às compras e “encher” o frigorífico e a despensa com alimentos saudáveis, ricos em vitaminas, minerais, fibra e proteína. E evite os alimentos mais calóricos, ricos em açúcar e gordura e menos saudáveis.

 

Comece já....

  1. Beba 1,5 -2L água/ dia
  2. Faça entre 4 a 6 refeições/ dia, de modo a evitar sentir muita fome às refeições.
  3. Sopa de vegetais, sem batata, arroz e massa. Pode comer sopa antes do prato principal ao almoço e ao jantar. E, por exemplo: pode fazer 2 jantares de sopa de legumes com ovos mexidos na semana.
  4. Salada e legumes, abuse! Acompanhe o prato principal com muita salada ou legumes, ex: frango assado com salada mista, dourada grelhada com brócolos, salada de atum, ovo, camarão, alface, tomate e pepino.
  5. 2 a 3 frutas/dia, no intervalo, pode juntar ao iogurte, gelatina, queijo light.
  6. Frutos secos, 2 a 3 nozes, 6 amêndoas ou 8 avelãs/ dia.
  7. Iogurtes naturais ou magros com gelatina e 1 c. sopa de sementes por dia, pode variar entre chia/linhaça/canhamo/ girassol.
  8. Prefira cozidos, grelhados, ao vapor, estufados, assados e salteados com azeite.
  9. Evite os fritos, guisados, doces, bolos e guloseimas.
  10. Faça uma alimentação variada e diversificada!

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Volte ao trabalho e à rotina, crie novos hábitos alimentares mais saudáveis e sinta-se feliz e bem consigo próprio! Lembre-se que o nosso corpo e a nossa saúde dependem dos nossos hábitos, dos nossos cuidados e da nossa alimentação! Se não está satisfeito e quer mudar, comece por melhorar pequenos hábitos e a maneira como olha para os alimentos!

 

Cumprimentos saudáveis,

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 Liliana Janicas

Portugal dos Pequenitos (não dos Pequeninos! 😀)

Quem me acompanha no Instagram percebeu que dedicámos um dia (uma manhã) das nossas férias "família ativa" a visitar o Portugal dos Pequenitos, em Coimbra. Um espaço alegre e didático destinado essencialmente às crianças que junta a componente histórica à diversão. "O Portugal dos Pequenitos é também uma mostra qualificada da arte escultórica e arquitetónica que, pela miniatura e pela minúcia, ainda hoje encantam crianças, jovens e adultos". 

  

A primeira parte do parque é composta por espaços alusivos à presença portuguesa no mundo. O meu filho Francisco não conseguiu esconder a desilusão "isto é uma seca!". Por mais que lhe explicasse a importância dos descobrimentos portugueses ele não se conformava com o facto de ter andado tanto tempo de carro para ver coisas aborrecidas! Por outro lado, a minha filha Maria, que entretanto deu esta matéria na escola, achou interessante ver "ao vivo" tudo o que estudou sobre os nossos valentes e corajosos navegadores! 

 

Quando chegámos à zona das famosas casinhas regionais portuguesas, o meu filho esqueceu a "seca" e, juntos, lançaram-se à descoberta de tudo! Quando digo tudo, é mesmo tudo!! Eles entraram em todas as casas, várias vezes, apareciam em diferentes portas e janelas a pedir fotografias, tocavam sinos, corriam, na urgência de conhecer o maior número de casas em menos tempo possível! Esta azáfama aliada à multidão que se encontrava no parque, fez com que os perdesse de vista inúmeras vezes. De vez em quando ouvia "óooooo mãaaaaeeeee, foto, foto, aqui, nesta ponte, aqui em cima deste castelo, agora aqui nesta casa onde tu não consegues entrar". 

  

Ora ficaram boas memórias deste dia passado em família e claro fotografias, muitas fotografias 📷📷♥️♥️

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Uma Macaca na Cidade (37)

DICA PARA QUEM AINDA ESTÁ DE FÉRIAS OU PARA UMA RENTRÉE MAIS CULTURAL

 

- VAN GOGH ALIVE THE EXPERIENCE -

 

Depois de ter ganho uma entrada grátis num passatempo promovido pela Vanita no seu blog – a quem aproveito para agradecer mais uma vez, sugerindo uma visita à sua incrível e recém-renovada Caixa de Segredos virtual – lá fui eu à Cordoaria Nacional ver a tão apregoada “exposição do Van Gogh”.

 

Fui no suposto último dia – 31 de agosto – e digo suposto, porque afinal o prazo foi alargado e a exposição vai ficar patente até outubro. Ainda têm, por isso, muito tempo para lá dar um salto.

 

Não vão à espera de ver os quadros do pintor, porque não é isso que vão encontrar. Antes, uma experiência multimédia, com projeção de algumas das obras mais icónicas do artista, que acompanham com pedaços da sua vida e dos seus pensamentos.

 

Já tive oportunidade de ver quadros de Vincent Van Gogh quer no Museu d’Orsay (Paris), quer no Museu Van Gogh (Amesterdão), mas desconhecia quase tudo da vida do pintor. As frases projetadas são inspiradoras e convidam à reflexão.

 

As grandes coisas são fruto da junção de uma série de pequenas coisas.

 

Os amigos chegados são o maior tesouro das nossas vidas. Por vezes conhecem-nos melhor do que nós próprios. (…) A sua presença relembra-nos que nunca estamos sozinhos.

 

A única forma de saber o que é a vida consiste em amar muitas coisas.

 

Sinto que não há nada de mais profundamente artístico do que amar as pessoas.

 

Só depois de cair me levanto.

 

O amor é algo eterno: o aspeto pode mudar, mas a sua essência não.

 

 

A experiência em si vale, não tanto como apontamento cultural, mas mais como momento de paragem na lufa-lufa/rotina do dia-a-dia, como oportunidade de relaxamento/meditação, de quase-prática do tão badalado mindfulness. Pelo menos foi o que senti e sei que não sou a única pessoa a achar isso.

 

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INFORMAÇÕES:

“Uma exposição única. Uma experiência multissensorial inesquecível”

Entre connosco num mundo absolutamente novo como nunca teve oportunidade de ver. Se os museus tradicionais são para si sinónimo de tédio, este será seguramente um espaço que o vai agarrar. Deixe todas as ideias pré-concebidas de lado, esqueça os espaços de silêncio obrigatório e a distância de segurança das obras de arte. Aqui poder vivenciar a arte como nunca antes, numa experiência multimédia de proximidade e envolvimento sensorial.

Explore a obra e a vida de Van Gogh durante o período de 1880 a 1890. Interprete os seus pensamentos, sentimentos e estado de espírito da época em que viveu em Arles, Saint Rémy e Auvers-sur-Oise, geografias em que criou as suas obras mais icónicas.

 

Criança: dos 6 aos 12 anos inclusive - 9,50 Euros

até aos 5 anos - Entrada Grátis

Adulto: 12 Euros

Estudante* (a partir dos 12 anos): 10,50 Euros

* cartão de estudante obrigatório

Maiores de 65 anos: 11 Euros

Pack Família:

1 adulto + 1 criança - 20 Euros

2 adultos + 2 crianças - 36 Euros

Horário:

Domingo a 5ª feira, das 10h00 às 20h00

6f, Sábado e Vésperas de Feriado, das 10h00 às 21h00

 

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