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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

Debaixo de Algum Céu

Deixo hoje aqui a minha sugestão de leitura para o fim de semana, Debaixo de Algum Céu de Nuno Camarneiro. Livro vencedor do prémio LeYa 2012 e eleito um dos melhores livros de 2013 pelo jornal Expresso. Li este livro, de histórias complexas e episódios deprimentes, há algum tempo e fiquei encantada. Recomendo.  

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Sinopse

Num prédio encostado à praia, homens, mulheres e crianças – vizinhos que se cruzam mas se desconhecem – andam à procura do que lhes falta: um pouco de paz, de música, de calor, de um deus que lhes sirva. Todas as janelas estão viradas para dentro e até o vento parece soprar em quem lá vive.

Há uma viúva sozinha com um gato, um homem que se esconde a inventar futuros, o bebé que testa os pais desavindos, o reformado que constrói loucuras na cave, uma família quase quase normal, um padre com uma doença de fé, o apartamento vazio cheio dos que o deixaram. O elevador sobe cansado, a menina chora e os canos estrebucham. É esse o som dos dias, porque não há maneira de o medo se fazer ouvir. A semana em que decorre esta história é bruscamente interrompida por uma tempestade que deixa o prédio sem luz e suspende as vidas das personagens – como uma bolha no tempo que permite pensar, rever o passado, perdoar, reagir, ser também mais vizinho.

Entre o fim de um ano e o começo de outro, tudo pode realmente acontecer – e, pelo meio, nasce Cristo e salva-se um homem.

Embora numa cidade de província, e à beira-mar, este prédio fica mesmo ao virar da esquina, talvez o habitemos e não o saibamos.

Com imagens de extraordinário fulgor a que o autor nos habituou com o seu primeiro romance, “Debaixo de Algum Céu” – obra vencedora do Prémio LeYa em 2012 – retrata de forma límpida e comovente o purgatório que é a vida dos homens e a busca que cada um empreende pela redenção.

 

 

Boas leituras 😘

Aprender a Viver

Longe vão os tempos das minhas certezas absolutas em relação ao mundo. A palavra "nunca" deixou de ser usada e fujo dela a sete pés. Atribuo à idade/experiência o facto de perceber que fazer grandes planos de vida nem sempre é o mais saudável. Pode sufocar, destruir, desiludir e impedir-nos de andar para a frente! Aprendi a ouvir "não" e a saber aceitá-lo de forma mais pacifica. Aprendi a dançar conforme a música. Barafusto muito menos mas falo muito mais. Determinada sim mas não como aos dezoito anos. Defendo as minhas ideias até à exaustão quando acho que tenho razão e agrada-me cada vez mais ouvir pontos de vista diferentes dos meus. Geralmente significa que temos conversa para duas horas. O que é bom. Aprecio gente cheia de assunto! Gosto cada vez mais de conversar com pessoas mais velhas e dou grandes palestras aos meus filhos sobre a quantidade de coisas boas que podem aprender com quem já viveu noventa anos. No trânsito, faço sinal de reprovação a quem vai a conduzir e a usar o telemóvel, para grande vergonha dos meus filhos! Quem diria?!!! Quando há uns anos, era eu a transgressora! Os cabelos brancos acrescentaram-me prudência. É que não podem servir só para beneficiar os cabeleireiros! 

 

Consigo gerir melhor o afastamento de algumas pessoas da minha vida e estou mais recetiva à entrada de outras. Creio que as pessoas se afastam porque deixam de ter pontos em comum, deixam de ter assunto, porque não frequentam os mesmos locais, não ouvem as mesmas músicas, não vêm os mesmos filmes. Percebi que viver com o coração na boca nem sempre joga a nosso favor e que, por vezes, uma negação em silêncio, um encolher de ombros ou um revirar de olhos é suficiente para sairmos melhor na fotografia. Tenho mais dark times do que nos meus tempos de jovem. Penso na doença e na morte com mais frequência. Acredito que não sou exceção. Deve haver muita gente com flashes semelhantes aos meus.

 

Apesar de me considerar pouco premeditada, cresce em mim uma ligeira tendência para pensar em diferentes cenários e nas respetivas consequências. Há uns anos dizia "quem vier a seguir que feche a porta", que significava qualquer coisa mais agressiva como "estou-me a..." Basicamente hoje sou mais ponderada o que não quer dizer que por dentro não esteja a explodir. Aprendi, com esta idade, a contar até dez! Vejam só. 

 

A idade/experiência de vida é este vai e vem de coisas boas e más que eu vou agarrando ou largando consoante os meus interesses ... 

Tudo isto para dizer que é importante SABER VIVER e, como tudo na vida APRENDE-SE! 

 

Gustavo Santos já foste! 😜

E se me ponho para aqui a escrever sobre o amor, o Pedro Chagas Freitas que se cuide ou peça a reforma antecipada! 😜

Não vai acontecer ...

Apesar de ter tendência para ver sempre o copo meio cheio, há coisas, que por muito que reze a todos os santinhos, sei que NÃO vão acontecer ... este ano! Podia fazer uma pequena listagem mas como preciso de fazer experiências várias com o meu novo programa de edição e colagem de fotografias, eis o resultado:

 

 

Sugestão Saudável (24)

Post escrito pela nutricionista Liliana Janicas

 

O meu aniversário e festas de aniversário

 

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Ontem foi o meu aniversário. Um dia que eu gosto muito e me sinto mais especial enquanto ser Humano. De uma maneira geral, os aniversários são dias de festa, dias de partilha, de estar com a família e/ou amigos. Por vezes são dias normais, em que trabalhamos, mas que recebemos sempre umas mensagens ou uns telefonemas que nos felicitam e nos dão os Parabéns! Desde criança que me lembro das minhas festas de aniversário e, não sei se por essa ou outra razão, sempre gostei deste dia. Quero agradecer a todos que se lembraram de mim neste dia e estiveram presentes, ao vivo e a cores, ou por mensagem, via facebook e/ou por uma chamada telefónica.

 

Em relação às festas de aniversário, existem sempre aqueles alimentos menos saudáveis, mas que são presença habitual nestes dias. Vou aproveitar para vos dar algumas dicas importantes para equilibrar um pouco estas festas.

 

Quando a festa é ao almoço e ao jantar:

 

 

 

Brad Pitt e Angelina (très) Jolie, o divórcio

Esquecendo por instantes o não crescimento da economia portuguesa, o novo imposto sobre o património imobiliário, a impossibilidade de pôr o défice a zero, o caso Durão Barroso, as declarações da pequena Mortágua, a polémica com a apresentação do livro de António José Saraiva ou até a entrevista do juiz Carlos Alexandre, acho que importa perder alguns minutos com ... o divórcio do casal mais mediático de Hollywood! 

 

Como não falar do assunto? Impossível passar ao lado do divórcio do ano! Gosto de pensar que a Angelina sentou-se à mesa, na hora do jantar, com a mesa cheia de putos e disse: "Brad precisamos de falar...", esperou que as crianças fossem dormir e informou o esposo das suas intenções em ir cada um à sua modesta vida. Ou então, ligou primeiro à advogada a dizer que queria o divórcio, revelou alguma urgência em dar seguimento às burocracias. Depois de meia dúzia de pessoas saberem da notícia, eis que chegou aos ouvidos do Brad que, coitadinho ficou "triste". Calculo que tenha sido apanhado de surpresa e tenha pensado "olha-me esta agora?". Entretendo caiu-lhe a ficha e está destroçado, um caco, desamparado! É aqui que entra outra mulher na história. Porque uma mulher tem sentido de oportunidade e sabe que o homem precisa de apoio, de desabafar, de um ombro amigo. Uma mulher não consegue imaginar o que será um Brad Pitt frágil ... certo? Algo a faz correr na sua direcção de maneira a atenuar o seu sofrimento.

 

Conselho da Rapariga:

Meninas, esqueçam um homem com 6 filhos. Ainda que esse homem seja o Brad Pitt! 

Repito. 6 filhos!!! Seria uma carga de trabalhos e de problemas! Quando chegasse a vossa "vez", o homem certamente estaria estourado, a procurar paz e silêncio! 

 

  

Por fim, como não pensar na Jennifer Aniston?

Calculo que deva assistir a tudo isto "de camarote". Digna da hastag cásefazemcásepagam!

 

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Agora já podemos voltar aos assuntos que enumero no primeiro parágrafo deste texto! 😜 Esses é que nos tocam diretamente!

Sobre a Cátia

Corria o ano de 1982 quando, a 20 de Novembro, nasceu uma pequena bebé, de seu nome Cátia. Os seus pais, na esperança que de um rapaz se tratasse, fizeram um enxoval em tons de azul! Ups, afinal foi mais uma rapariga! Uma simples ecografia evitava este tipo de confusões mas enfim ... Projetaram todas as suas esperanças em, um dia, serem avós de um menino! 

 

Sempre a fugir das matemáticas, físicas e químicas, a rapariga fez o curso de Comunicação Social na Universidade Católica de Lisboa, de 2000 a 2005. Uma correria da aldeia para a cidade durante cinco longos anos na esperança de um dia vir a trabalhar como jornalista na redacção de um jornal. Mas isso não aconteceu e a rapariga criou um blogue para dar continuidade ao seu sonho de vida. A Rapariga na Aldeia conta histórias da vida na aldeia, pois claro, da vida de mãe e em casal. Num registo um pouco mais sério e extenso, entrevista pessoas que considere interessantes e que se têm distinguido nas mais variadas áreas. 

 

Mãe de dois, a Maria Helena e o Francisco. A maternidade despertou em si um apurado sentido de protecção deixando para trás uma rebeldia própria da idade. É uma mãe apaixonada pelos seus pequenos que, conseguem dar-lhe as maiores alegrias e, ao mesmo tempo, congelar-lhe o cérebro e a capacidade de raciocínio ao ponto de, por vezes, parecer desequilibrada! 

 

Adora todo o universo feminino. Roupas, sapatos, carteiras, maquilhagem e acessórios NUNCA são demais no seu roupeiro. Está sempre disposta a ir ao teatro, cinema, conhecer novos restaurantes e dar uma vista de olhos na FNAC (um pequeno vicio)! 

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Assim é a Cátia, a Rapariga na Aldeia. Uma pequena jóia

 

Sigam o blogue também no Facebook e no Instagram (@catiafilipasantos1). 

 

Caso conheçam alguma história que gostassem de ver contada por aqui, basta enviar mail para catiafsantos@hotmail.com

Os jogos da Taça Barnabé são impróprios para cardíacos

No sábado foi dia de arranque das equipas de Negrais na Taça Barnabé, um dos maiores eventos desportivos do concelho de Sintra. Foi preciso o meu pequeno filho fazer parte da equipa para descobrir até onde pode chegar o estado de nervos/ansiedade/histerismo/agonia de uma mãe. Durante o jogo, eu estava em sofrimento. Agitada. Com dificuldade em manter-me sentada e calada! Apetecia-me dar instruções para dentro de campo, como se eu percebesse alguma coisa de futebol Ao mesmo tempo até tinha medo que o meu filho marcasse golo na própria baliza tal era a sede dele por "faturar"! Portanto, um misto de sensações estranhas vividas pela primeira vez.

 

Parecidos comigo deviam estar os treinadores, o Hélder e o Pedro. É que nestas coisas de jogos, nem vale a pena dizer que o que interessa é participar. Nada disso. Melhor que participar é ganhar. E assim foi, os nossos pequeninos ganharam o jogo inaugural e estavam felizes da vida! Eles, as mães, os pais, os avós e os treinadores!! Foi uma alegria. A primeira de muitas vitórias das equipas aqui da aldeia, esperamos nós!!

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A foto oficial da equipa. Levei a minha máquina fotográfica e, só para ficarem com uma ideia do meu estado de nervos, tirei dezenas de fotografias e nem uma se aproveita!! Credo. Mãe sofre!! Só agora percebo as Ronaldas!

 

Agora um pouco mais a sério e porque já estou calma e com mais capacidade de discernimento. Quero deixar o meu agradecimento aos treinadores pela simpatia e paciência para com os "nossos meninos" e a todos os membros da organização do torneio. Este tipo de eventos que promovem o desporto e o convívio são sempre muito bem vindos nas colectividades.

 

Bem-haja a todos pela iniciativa.

 

Eu vou tentar preparar-me para o próximo jogo! Prometo! Calculo que um xanax meia hora antes do jogo possa ajudar a controlar os meus impulsos!

Sugestão Saudável (23)

Post escrito pela nutricionista Liliana Janicas

 

 

A escola já começou e a alimentação do meu filho como será?


As escolas do ensino básico começaram no final da semana passada. Para muitas crianças é mais um ano lectivo, mas para outras tudo será uma novidade, inicio da escola primária, mudança de escola, conhecer novos colegas e professores. Para alguns tudo será pacífico, para outros um pouco mais atribulado, principalmente nesta fase inicial.

 

A alimentação nas escolas é problemática para algumas crianças e adolescentes. E, também para alguns pais, pois nem sempre os filhos almoçam bem, umas vezes porque não gostam muito da comida, outras vezes porque estranham alguns alimentos, pois não fazem parte da sua alimentação diária. Os lanches também se tornam críticos em alguns casos.

 

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A Uber-Mãe voltou

Agora que voltei aos meus serviços de Uber-Mãe, espero que o preço da gasolina estabilize ou, melhor, que baixe! Parece que já me tinha esquecido um pouco desta logística diária. "Faço muitas piscinas" com a questão de ir pôr e buscar à escola. Ando sempre a cumprir horários e muito apressada! Ontem foi o primeiro dia de aulas. Confesso que não fiquei de "coração apertadinho" como no primeiro dia de creche. Eles já estão crescidos. Quase que se envergonham quando lhes peço um beijo em público! Foi muito bom deixá-los na escola. Eles foram conviver com outras crianças, brincar, aprender, falar sobre as férias de verão. Tudo coisas boas. Eu, depois de três meses intensivos "como mãe", às 09:01 senti-me livre como uma adolescente que, pela primeira vez, sai à noite com os amigos! Fiz de tudo um pouco, porque o tempo era escasso e no fim de contas, acho que não fiz o que precisava! 

 

A nossa rotina voltou mas sem grandes alterações comparativamente ao ano anterior. A mesma escola. Os mesmos colegas. A mesma professora. Não foi doloroso para ninguém. Mas, já posso começar a traçar o pior cenário para o próximo ano, em que a Maria mudará de escola (se passar de ano, claro!) Socorro. Mãe totalmente histérica na área em Setembro de 2017! ... mas ainda falta um ano! 

 

Ontem, ainda ontem, a viagem de regresso a casa fez-se cheia de histórias. Queriam contar-me tudo o que tinham feito. O quanto foi bom voltar aos desenhos e ao recreio. Atropelaram-se dezenas de vezes. Gritaram um com o outro a reclamar tempo de antena. Eu fui toda ouvidos ...

 

Pormenor: não quiseram saber como foi o meu dia sem eles!

Fiz-me de durona e não lhes disse que eu também tive um dia espetacular, ainda que sozinha! 

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